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30 de abril de 2009

A última pole

Há 15 anos, a última pole. Logo depois, Roland Ratzenberger, 33 anos, perderia parte de sua asa traseira na entrada da Villeneuve e morreria na frente do mundo todo. No dia seguinte, seria a vez do outro jovem de 34 anos, o mais conhecido deles. A Villeneuve não existe mais. A Tamburello, idem. Passaram uma borracha em forma de chicane nas duas curvas, no ano seguinte, para que carro nenhum, nunca mais, passasse por ali.

Celebrar a morte não faz sentido. Celebremos o que esse cara aí fazia de melhor (e o fazia melhor do que qualquer outro que sentasse a bunda num carro de corridas): andar mais rápido do que todos os outros numa única volta.

Na primeira parte, ele supera Schumacher em quase 2 décimos.



Depois, bate o próprio tempo em quase 3 décimos.

20 de agosto de 2008

Na sombra

Leroi Moore, o óculos e o saxofone

Fui dar uma checada de praxe na DMBrasil.net, o maior e melhor site brasileiro sobre a DMB, e para minha triste surpresa descobri que Leroi Moore, o saxofonista da banda, morreu ontem, dia 19 de agosto.

Leroi havia sofrido um acidente com um quadriciclo em julho e estava começando o processo de recuperação física. Sua morte ainda não foi completamente esclarecida, mas provavelmente está relacionada ao acidente. Tinha 46 anos.

Leroi Moore era do tipo que quase não aparece no palco. Ficava sempre no extremo canto direito, meio na penumbra, de óculos escuros. Sua especialidade era o sax, mas também deixava as músicas da DMB mais coloridas com flauta e até pennywhistle. Era sempre sutil, sem estardalhaços, seja num solo, seja ao encaixar uma frase de maneira a pensarmos que ela deveria estar sempre ali.

Ele não viria ao Brasil. Mesmo assim, ainda é difícil prever se a banda vai cancelar ou adiar os shows por aqui. Tomara que não.

Dê um tempo, aproveite a hora do almoço, aumente o som, dê um play aí embaixo e ganhe dez minutos de vida com #41. Leroi no sax, na flauta, e no sax de novo.





Obrigado por estas e tantas outras, Leroi.

De onde você vem?