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15 de abril de 2009

"Mente aberta"

Descrição do vídeo no Youtube, por QualiaSoup

Uma olhada em algumas falhas que levam pessoas que acreditam em certos conceitos não-científicos a aconselhar os que não acreditam a terem a mente mais aberta.



via De Rerum Natura

21 de fevereiro de 2009

Trechos - parte 1

Como a vontade de ler é infinitamente maior do que a de escrever, de hoje em diante vão começar a pipocar alguns trechos que, acho eu, farão com que este blog volte a ter alguma serventia a vocês, 17 milhões de leitores. Vou poupá-los de reflexões minhas. Os textos serão jogados crus, aqui. Façam bom proveito, se possível.

O primeiro excerto é da apresentação a um artigo de Donna Haraway, "Manifesto Ciborgue", sobre nossa relação com as tecnologias. O texto é um marco do pensamento pós-moderno, feminista, mas é complicado e chato de doer. A apresentação, do jornalista britânico Hari Hunzru, é bem melhor. Quer dizer: é mais fácil de entender e não deixa de ser interessante por si mesmo.

Desde que Descartes anunciou que 'eu penso, logo existo', o mundo ocidental tem tido uma obsessão pouco sadia com a condição do eu. Do consumidor individual ao solitário mal compreendido, ensinam-se os cidadãos modernos a se pensarem como seres que existem no interior de suas cabeças, como seres que apenas secundariamente entram em contato com o resto do mundo. Desenhe um círculo. Dentro: eu. Fora: o mundo. Os filósofos se angustiam com a questão de determinar se existe qualquer realidade fora daquele círculo. Eles tem um termo técnico para suas neuroses - ceticismo - e fazem acrobacias intelectuais para dissipá-lo. Em um mundo feito de dúvidas, cruzar aquela fronteira torna-se um problema real, isto para não falar da questão de se romper o isolamento relativamente a outras pessoas.

Hari Kunzru, "'Você é um ciborgue': um encontro com Donna Haraway" in: Antropologia do Ciborgue: as vertigens do pós-moderno. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.

De onde você vem?