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12 de março de 2010

ComCiência, update de março


Está na rede o dossiê do mês de março da Revista ComCiência. O tema é "Música e Ciência".

Minha colaboração, neste mês, foi com uma resenha de um livro de divulgação científica muito interessante: This is Your Brain on Music: the science of a human obsession, do neurocientista (e músico) Daniel Levitin.

Descontem o título meio corny da resenha. Não consegui bolar outro melhor.


O maestro e compositor estadunidense Leonard Bernstein, que tinha um profundo interesse nas relações entre música e linguagem, gostava de reafirmar o poder metafórico da música, um instrumento para a tentativa humana de nomear o que não pode ter nome e conhecer o insondável. Numa de suas famosas palestras nos anos 1970, em Harvard, disse que “a música tem o poder da expressividade e o ser humano tem a capacidade inata de responder a ela”. Quase quatro décadas depois, a ânsia por entender nossa relação com a música se mantém intacta, mas incorpora agora os avanços das neurociências, que criaram ainda mais questões: como funciona o nosso cérebro quando estimulado pela música? Como se dá nossa compreensão dos estímulos musicais? Como nosso cérebro desenvolve a música? Por que nós, humanos, a criamos? Essas e outras perguntas são o assunto do livro This is your brain on music: the science of a human obsession, do músico e neurocientista Daniel Levitin.

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Edit:

1. Para quem se interessou pelo This Is Your Brain on Music e está sem grana pra comprá-lo na Amazon, vai aqui um link onde você pode encontrá-lo em PDF. Se você gostar do que ler e tiver grana suficiente para comprar o livro, compre-o.

2. Quer ver o próprio Levitin apresentando o livro? Clique aqui (talvez só funcione no Internet Explorer).

4 de março de 2010

ComCiência, update de fevereiro

Tinha me esquecido de colocar os links para a edição de fevereiro da Revista ComCiência, do Labjor/Unicamp. Dessa vez, o dossiê aborda a Aprendizagem Baseada em Problemas, ou Problem-Based Learning (você encontrará muita informação sobre isso com a sigla PBL).

Como sou um cara desconfiado, no momento em que ouvi falar do assunto já me veio à cabeça algumas coisas relacionadas à palavra moda. Cá entre nós, em algumas áreas, o PBL me pareceu um ritual de como domesticar futuras oferendas de sacrifício ao Deus Mercado. Sabe como é, precisamos formar sujeitos pró-ativos, menos teóricos e mais práticos, blá, blá, blá.

Não por acaso, meu texto acabou saindo bem mais crítico do que a média da edição.
Semana que vem sai o dossiê Ciência e Música. Bem mais interessante, não é?

10 de outubro de 2009

Mensageiro das estrelas


Saiu a edição de outubro da Revista ComCiência, do Labjor/Unicamp e SBPC. E com mais um texto meu. Desta vez, exploro um pouco os significados das observações telescópicas de Galileu Galilei: lá se vão 400 anos desde que o pisano apontou aquela engenhoca óptica pro céu e ajudou a moldar o mundo moderno.

No final do ano de 1609, Galileu Galilei apontou seu rudimentar telescópio para o céu e enxergou o cosmos mais longe e com maior nitidez do que qualquer outro ser humano havia, até então, imaginado. As observações do famoso acadêmico pisano, comunicadas no ano seguinte por seu livro Sidereus nuncius (Mensageiro das estrelas, em tradução livre), causaram uma miríade de reações contraditórias, de surpresa e encantamento a estranhamento e negação. Nos quatrocentos anos seguintes, a ciência se institucionalizou como ferramenta poderosa de conhecimento e intervenção sobre a natureza, a física seguiu a rota dos pioneiros passos do início do século XVII e invadiu as explicações de fenômenos celestes, e a própria atividade de observar os confins do espaço expandiu nosso universo com seguidas revoluções técnicas que culminaram nos atuais telescópios espaciais. Se procurarmos os alicerces desses desenvolvimentos, encontraremos dentre eles os eventos protagonizados por Galileu, suas observações e escritos, cujos significados para a ciência ainda hoje geram controvérsias e debates no meio acadêmico.
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Nesta edição, também, tem um artigo deliciosamente bem escrito por um amigo, Rodolpho Gauthier, único torcedor da Ferroviária de Araraquara (sem contar o roupeiro). Neste artigo, Rodolpho fala um pouco daquilo que é o tema de sua dissertação de mestrado, recém-defendida aqui mesmo na Unicamp: representações de alienígenas e discos voadores na imprensa brasileira do pós-guerra. Ou, na linguagem mais simples e atraente de seu autor, A invenção dos discos voadores. Neste artigo para a ComCiência, Rodolpho se pergunta: por que a crença em alienígenas?

Leituras saborosas, de lunáticos para lunáticos.

10 de abril de 2009

Mais (muito mais) darwinismo

Minha primeira e modesta produção como "jornalista de ciência" acabou de sair do forno. Humano, demasiadamente orgânico? é o título do meu texto, que procura esclarecer para um público amplo a conflituosa relação entre o darwinismo e as ciências humanas.

A revista eletrônica ComCiência é uma publicação do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp, e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Os artigos são produzidos por especialistas de cada área, e as reportagens (como é o caso do meu texto) ficam por conta da equipe de jornalistas e divulgadores.

A edição deste mês tem como tema, claro, o evolucionismo de Charles Darwin. É uma coleção de textos que podem ser muito interessantes pra quem quer saber um pouquinho mais sobre a história do darwinismo, o leque de possibilidades que ele ainda abre para os mais diversos campos do saber científico, e as polêmicas que seu evolucionismo ainda atrai.

Se interessar, leiam meu texto (e os dos outros) por lá e comentem, com críticas e sugestões, por aqui.

De onde você vem?