4 de outubro de 2009

Imortalidade efêmera

Corro pro blog, às moscas, copiar uma passagem de Ptolomeu:

Mortal ainda que eu seja, efêmero, sim, se por um só momento
Ergo meus olhos para o domínio celestial estrelado da noite,
Já na Terra não mais estou; eu toco o Criador,
E meu espírito vivo bebe a imortalidade


Que está página 34 do livro Grandes Debates da Ciência, de Hal Hellman.

Um comentário:

Désir La Vie disse...

Putzzzzzzzzz. Que maravilhosa essa citação, Dan!

O céu observado à profundidade pode sem dúvidas proporcionar esse sentimento de plenitude; e é o mesmíssimo encontrado pelos fiéis na figura de deus.

Essa grandiosisade que preenche nossos olhos, que ultrapassa a compreensão e o domínio humano, nos leva facilmente ao sagrado. Afinal, ainda que não personificado, é o mesmo imensurável.

Também acredito que isso deva acontecer independente dessa cola, dessa refêrencia - inevitável-, que possuímos do deus-cristão...Oras, desde os primórdios o céu serviu de menção e inspiração à criação de inúmeros deuses. Desde passamos a pensar, passamos a criá-los.

;***

De onde você vem?