24 de março de 2008

Vencer, vender, matar ou morrer

Dá um bico no início dessa matéria assinada por Maeli Prado, da revista da Folha, via O Hermenauta:


“Tropa de elite, osso duro de roer, pega um, pega geral, também vai pegar você.” Os versos da trilha sonora de um dos filmes brasileiros mais vistos e comentados dos últimos tempos ecoam no pequeno auditório da sede da seguradora Unibanco AIG, em um casarão da avenida Brasil, em São Paulo. São 20h de uma quinta-feira, 28 de fevereiro, quando o “caveira 69″, Paulo Storani, 45, ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais), é anunciado à platéia. Um slide com a frase “Construindo uma Tropa de Elite” esclarece o motivo do improvável encontro de mundos: um ex-policial do grupo de operações especiais da Polícia Militar do Rio e vendedores de seguro. Sob aplausos, o palestrante entra na sala repleta e grita: "Caveira!”. Storani, que está se convertendo em estrela do segmento motivacional, recebe de volta, em uníssono, a saudação, típica dos oficiais do batalhão.

O restante do texto está aqui, que ainda traz algumas frases do pessoal da pílula azul, como "quando alguém consegue bater a meta, faz no computador um bonequinho com a caveira do Bope e manda por e-mail", ou "na empresa, a gente agora só se chama por número".

Essa gente tinha que pedir pra sair (da matrix).

2 comentários:

Désir La Vie disse...

Ah, não.

Li na íntegra a matéria e não sabia se chorava ou ria.

Daqui a pouco quem vai pedir pra sair vai ser eu. "Eles" estão em toda parte.

A Matrix está desconfigurada.
Nesse caso, só deletando mesmo...

Vanessa Prates disse...

Ah, não.

Li na íntegra a matéria e não sabia se chorava ou ria.

Daqui a pouco quem vai pedir pra sair vai ser eu. "Eles" estão em toda parte.

A Matrix está desconfigurada.
Nesse caso, só deletando mesmo...

De onde você vem?