18 de junho de 2007

Toma!

Essa é pra quem desconfiou do meu gosto cinematográfico e achou, mais uma vez, que eu estava querendo valorizar demais um filme ruim.

Contardo Calligaris, um dos melhores colunistas da Folha, escreveu sobre Zodíaco, também. Aqui, o trecho principal:

De uma certa forma, o entusiasmo do pensamento é sempre um pouco paranóico. Mas Lacan dizia também que uma psicanálise dá certo quando a paranóia se esgota, e conseguimos enfim encarar a constatação, um pouco decepcionante e assustadora, de que nada se explica até o fim: há vasos de flores que caem na nossa cabeça sem ter sido empurrados por ninguém, nem por nós nem pelos outros nem pela providência divina nem por malefício diabólico.

Nisso, "Zodíaco", o filme, é perfeito, pois nos conta uma procura parecida com a nossa, até no detalhe (crucial) da frustração final. Não há conclusão definitiva, só indícios. Resta que a procura do sentido (que não foi encontrado) deu sentido, durante um tempo, à vida dos investigadores. Um pouco de paranóia enriquece nossa vida.

Enfim, na pior das hipóteses, não fui o único a ver pêlo em ovo...

... e nem eles!

Edit: devo a dica do texto do Calligaris ao meu querido amigo JJ, ou Joãozinho Jocoso. Modus jocandi, João, modus jocandi.

2 comentários:

Sasqua disse...

Ow Sherpa...seu gosto cinematográfico não é lá muito diferente do meu. E Zodiaco é um filme que eu quero muito ver.

Agora vá lá...não é exatamente uma genialidade estratégica buscar sustentação para seu comentário em um crítico da folha...Caceta & Planeta que o diga!

Danilo Albergaria disse...

Sasqua, o Calligaris não é crítico de cinema. É um psicanalista que escreve muito, mas muito bem mesmo.

Procura umas coisas dele procê ver.

De onde você vem?