28 de maio de 2007

O direitóide

O direitóide e babão Reinaldo Azevedo


"Reinaldo Azevedo é um filho da puta", afirmou, certa vez, um sincero jornalista. Parafraseando-o, comentei que Azevedo era um tonto que escrevia na Veja, para outros tontos. Basta uma olhada no blog do "Rei" (como é chamado por seus fãs) para perceber o quanto isso é verdadeiro.

Por lá, encontramos as asneiras direitóides de praxe: Che foi um assassino cruel, Chávez é um ditador, Lula é um apedeuta, a Folha de São Paulo é um jornal esquerdista, etc. Seu principal alvo, atualmente, é o movimento estudantil da USP. É o seu atual pretexto para soltar o verbo da direita raivosa.

Até aí, tudo bem. Se existe Diogo Mainardi, por quê não Reinaldo Azevedo? Pelo menos, o último parece ter uma formação intelectual decente e é muito menos simplista. O tipo de voz direitóide que representam ganhou um pouco mais de destaque nos últimos anos graças à subida do PT, ou "lulo-petismo", ao poder. À moda de Olavo de Carvalho, constróem seus discursos à base de muita raiva e agressividade. Imitam o velho astrólogo pedinte também na exibição de uma postura de inconformismo e protesto contra um establishment esquerdista ilusório. Estão loucos, babando.

O melhor de tudo é quando percebemos que, por trás da carapaça do inconformismo, escondem-se pelegos cósmicos. No caso de Reinaldo Azevedo, a peleguice e o conformismo revelaram-se através de um texto em que ataca o "antiamericanismo" mundial após a ocupação do Iraque.

Basicamente, Azevedo reconhece que a premissa fundamental da guerra foi uma invenção dos falcões do Pentágono. Reprova o horror da guerra. Condena-a como imoral. Diz ser a pessoa mais delicada quando o assunto é matar uma mísera barata. Mas aceita a guerra do Iraque. Reinaldo Azevedo aceita uma guerra imoral e seus milhares de mortos. E, pior, critica e desqualifica quem não a aceitou e protestou mundo afora.

O que parece incoerente tem a maior das coerências. O argumento é muito lógico. Baseia-se no direito do exercício do poder. Azevedo cita Gibbon, um historiador do século XVIII, para chegar à conclusão de que os impérios devem exercer o seu poder, irrestritamente, afim de levar suas benesses civilizatórias aos bárbaros.

Que os impérios exercerão seu poder, não há dúvidas. E Reinaldo Azevedo não é o primeiro a usar o argumento da força. Durante a guerra do Peloponeso, Atenas massacrou os habitantes da colônia espartana de Milo. Segundo Tucídides, num encontro anterior entre representantes mélios e atenienses, os últimos lançaram uma simples justificativa para sua postura imperialista. "Deveis saber, tanto quanto nós," disseram os atenienses, "que o justo, nas discussões entre os homens só prevalece quando os interesses de ambos os lados são compatíveis, e que os fortes exercem o poder e os fracos se submetem. [...] Em nosso caso, não impusemos esta lei nem fomos os primeiros a aplicar seus preceitos; encontramo-la vigente e ela vigorará para sempre depois de nós; pomo-la em prática, então, convencidos de que vós e os outros, se detentores da mesma força nossa, agirieis da mesma forma."

Depois de constatar, como os atenienses, a lei do mais forte, Azevedo lança uma questão: "uma nação que se negasse a pressionar Kruchev com o fim do mundo, na chamada crise dos mísseis cubanos, ou que se abstivesse de impor sua vontade a Bagdá teria feito o primeiro transplante de coração ou reproduzido, desta feita no éter, as grandes navegações do século XVI?" É óbvio que as conquistas da ciência e da tecnologia estão no mesmo contexto sócio-cultural das conquistas militares. Ambos os campos influenciam-se mutuamente. Seria ingênuo achar que não. Porém, mais ingênuo ainda é Azevedo, que enxerga entre elas uma simplista relação de causalidade necessária. Os norte-americanos podem empurrar sua agenda para acelerar a ida do homem a Marte ou continuar gastando bilhões de dólares no trabalho de mandar seus filhos para morrer e matar pessoas do outro lado do mundo. O jipe Spirit não está, neste exato momento, analisando minérios marcianos por que os Estados Unidos são um império que bombardeou muitos países e matou muita gente.

No caso grego, Atenas, além de centro difusor do pensamento, era também uma potência militar imperialista. Mas, e Esparta? Me desculpe, mas não há notícias de que algo minimamente próximo à produção de conhecimento ateniense tenha existido em Esparta. No entanto, quem ganhou a Guerra do Peloponeso? Não é difícil achar, na história, potências militares que não brilharam tanto quando o assunto era a produção de conhecimento e aprimoramento tecnológico.

Os Estados Unidos exerceram seu poder com justificativas falsas e mergulharam um país no caos de uma guerra civil fratricida. Devemos aceitar passivamente, sem protestos, que tal coisa aconteça? É imoral sentar e apenas constatar que uma lei natural está sendo cumprida.

Reinaldo Azevedo orgulha-se de sua lógica. Tem toda a razão. É uma lógica primorosa. E primorosamente cruel. Hitler saudaria com o braço em riste este inofensivo senhor de chapéu e óculos.

21 comentários:

Sasqua disse...

Pois é...
Sempre digo...por que caras como esse não falecem?

Talvez seja para nos dar o prazer de ver o quanto são estúpidos...

Juliano disse...

Milk, Milk...
Tenho vontade de lhe escrever um post enorme, com várias idéias, muitas das quais você consideraria de um "direitista tolo". Mas seria tão longo que as deixarei para um dia em que tomarmos mais algumas cervejas no Toca da Coruja.
Em tempo: considero a ocupação na USP bizonha, fruto de articulações sindicais pouco representativas, temerárias de que uma maior transparência nos orçamentos mostre a ineficiência e o desperdício que rondam nossas queridas universidades públicas.
Que este blog continue aberto à pluralidade de idéias!

Danilo Albergaria disse...

Sempre vai estar aberto, Juliano!!!

Eu sei que de centrista você não tem nada, ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah!!!!!!!

Seria ótimo abrir isso aqui para um debate. Fique à vontade pra escrever, se tiver tempo, lógico.

Veja que eu não teci nenhum comentário sobre a ocupação da USP. Isso é outro papo.

No que você discorda sobre a espinha dorsal do texto? Ou seja, a crítica à idéia de que devemos aceitar o imperialismo como simples lei natural.

Sasqua disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sasqua disse...

Debates, debates...sempre bom!

Vamos lá: saindo do foco do seu texto, Sherpa, acho que o buraco da invasão da reitoria da usp é bem mais embaixo. Acho o movimento legítimo. O que não me impede de tecer críticas, como por exemplo a um certo fanatismo e vontade de aparecer de alguns "lideres" do movimento. Mas acontece que é muito fácil falar em negociação quando se está no poder. Faz-se o que quer enquanto as negociações vão "caminhando". Adia-se uma reunião aqui, não se chega a um acordo lá e aos poucos o interesse do governo vai se impondo. As vezes é preciso ser mais radical. A invasão, por mais que se contestem seus méritos, abriu o debate sobre a questão da autonomia. Mas voltemos ao seu texto.
O texto do imbecil do Reinaldo Azevedo deixa claro, na minha leitura assim como aparentemente na sua, que sim, devemos aceitar o imperialismo como simples lei natural. E me pergunto: se isso é verdade, também não deveria ser com as resistências a ele? Assim como o postulado newtoniano de que para toda ação existe uma reação? Típico: usar chavões clássicos para afirmar suas próprias convicções. E querer que todos acreditem que a moeda só tem um lado.

O texto de Reinaldo Azevedo é muito bem escrito. Possui uma boa argumentação. Mas não passa de um monte de besteiras bem escritas e bem argumentadas.


PS - A moeda de dois lados vale para a USP também. E, assim como o Juliano, vejo o pavor que emerge nos olhos de certos dirigentes da universidade ao se dizer a palavra "transparência". Desperdicio e ineficiencia são sim problemas gravíssimos e urgentes. Por isso mesmo merecem um amplo debate e o trabalho conjunto entre as partes e não medidas unilaterais como a do governo nem a falta de rumo da reitoria.

Danilo Albergaria disse...

Belo texto, Sasqua.

O que esse texto do Azevedo tem de pior é a sua apropriação reacionária do iluminismo. Cita Gibbon, sem vê-lo historicamente, para concluir algo completamente anti-iluminista.

Sasqua, você é o meu "bastante procurador" para falar sobre o caso da USP, ahahahahahahaha.

JJ disse...

Epa, epa!!!!

"Bastante procurador" é expressão registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI, sob número 8.564.985 e confere direitos autorais a quem lhe deu tamanha repercussão!!! hehehehehehehehe

Esse sobre o "tonto" foi fantástico!!!!

Gde abraço

Danilo Albergaria disse...

HAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHA

CHOREI DE RIR AGORA!!!!!!!!!!

Tá bom, Johnny, quanto você quer pelos direitos dessa pocilga?!?!?

A todos, declaro que a expressão "bastante procurador" foi usada inapropriadamente, sem a autorização expressa de seu criador, JJ, vulgo Joãozinho Jocoso.

Luís disse...

Entrei em contato com amigos do DCE-Unicamp e perguntei a eles qual é a relação de forças políticas na ocupação da USP. Explicaram-me que, de início, a invasão foi puxada por meia dúzia de tresloucados ligados ao PSTU e PCO. No entanto, no dia seguinte, houve a reapropriação da ocupação da reitoria pela estudantada da universidade que está preocupada realmente com o futuro da USP. Para vocês terem uma idéia, segundo esses amigos da Unicamp - que são filiados ao Psol - os estudantes ligados a partidos políticos têm tido dificuldade de expor os argumentos durante as assembléias, pois são freqüentemente vaiados pelo público presente.
Talvez fosse interessante que o Juliano procurasse saber um pouco mais sobre o assunto, para evitar dizer bobagens, sem contar que sindicatos representam apenas trabalhadores, não estudantes.
Outro elemento central é que o único decreto do Serra que não está sendo contestado é, justamente, o que exige que as universidades paulistas prestem contas diariamente, para dar maior transparência sobre os gastos públicos. Com isso todos concordam.
E mais, pasmem: ontem, durante reuniçao ordinária do Conselho Universitário da Unicamp, no qual sou representante discente da pós-graduação, o próprio reitor da Unicamp afirmou que a ocupação da reitoria da Usp deu uma reavivada no movimento de contestação dos decretos e que eles são, sim, perigosos para o futuro das universidades públicas paulistas.

JJ disse...

Milk,

Como já disse, pra mim é uma honra vê-lo usar o "bastante procurador"!!!!!! hehehehe

Esse seu jocoso é que foi maldoso, hein?! Oscila entre o "animus jocandi" e o "animus injuriandi", hein??!! hehehehe

Gde Abs

Juliano disse...

Caro Luis,
* Vi videos no Youtube mostrando sindicalistas estupidos usando truculencia para abrigar mais alunos para o movimento e para parar faculdades que não aderiram, como a Poli. Qual a lógica disso?
* Sobre a rejeição aos decretos, todas as entrevistas que vi até agora na TV de participantes do movimento ligam o pedido de transparência à "falta de autonomia".
* Peça para o reitor da Unicamp para rever o documento que ele assinou no Cruesp balizando os decretos, já que você disse que ele mudou de idéia. Acho que ele fez média e você caiu na dele.
* Essa meia duzia de fefelechis cooptada por funcionarios incompetentes e amparada incrivelmente por professores irresponsaveis está distante do mundo real. Eles queriam viver na ditadura, mas estão no séc XXI. Eles querem uma causa, e por isso viraram ingenuamente massa de manobra de um legião de encostos estatais que quer aumentos de salarios e continuar fingindo que trabalha.
* Quero que o Serra me mostre cada centavo do imposto que pago que vai para essas universidades. E olha que frequento uma delas (faço dr. na usp).

Danilo Albergaria disse...

É, a coisa vai esquentar!!!!

Juliano disse...

Só mais um comentário: um dos decretos mais contestados diz respeito à redução do tempo de jubilamento. Isso é piada. A classe média trabalhadora banca os "estudos" de graduação dos filhinhos de papai da usp por (possíveis) mais de 9 anos. Cara, o que é isso? Vai dar uma olhada como funcionam os IITs na Índia... e o que eles estão retornando para o crescimento do país.

Luís disse...

Juliano,

Um dos problemas é que seu post anterior parece eivado de preconceitos. O que seriam sindicalistas estúpidos? Não poderiam ser estudantes mais velhos? Você não está, por acaso, confundindo a greve dos funcionários da USP, que corre paralela aos acontecimentos? Acho que você poderia ser um pouco mais crítico com as suas fontes de informação. Estúpido, na minha opinião, é esse governinho do Serra que iniciou o governo de forma atabalhoada e agora está é procurando uma saída honrosa para o imbróglio em que se meteu...rs
- Quanto à rejeição aos decretos por parte dos universitários, novamente, percebo que você anda mal informado. Desde a publicação dos decretos, ouvi dentro do Conselho Universitário da Unicamp, tanto da reitoria quanto dos professores e diretores de instituto, que a prestação de contas diária não traria nenhum problema e que eles não se oporiam somente a isso.
Quanto a assinatura por parte dos reitores do documento, o reitor da Unicamp, o Tadeu, disse que assinou em uma tentativa de apaziguamento para tentar, através da negociação, conseguir a revogação dos pontos principais. Foi, portanto, um lance estratégico que, na minha opinião, trouxe um efeito negativo ao movimento.
Agora, você vai me desculpar, mas dizer que a invasão é uma “meia dúzia de fefelechis cooptada por funcionários incompetentes” é no mínimo estranho. Você, por acaso, não viu as fotos das assembléias da ocupação da reitoria, com, talvez, milhares de pessoas?
Olha, não sei onde você tem buscado informações sobre o que tem ocorrido, mas posso afirmar com certeza, que suas fontes de informação são estranhas. Acho que você tem lido informações somente no www.psdb.org.br ...rs e recomendaria a você que buscasse informações em várias fontes....rs
É isso Juliano. No seu post anterior você apenas desqualifica o movimento. Seria sintoma da sua falta de argumentos? Caso queira discutir realmente o que está envolvido por trás disso tudo, topo. Apresente argumentos que eu farei o mesmo.

Juliano disse...

Luis, no problem, estamos sim discutindo a questão.
* Você realmente acha que existem dois movimentos paralelos absolutamente independentes, um dos estudantes e um dos sindicalistas? Se sim, vamos parar de discutir.
* Os vídeos que vi mostravam sindicalistas, não estudantes. Eram vários, com camisetas do sindicato e mais de 50 anos.
* "Erro estratégio" do Tadeu ou ingenuidade sua?
* O pessoal da Unicamp passou anos malhando o Brito Cruz. Essa gente é míope. Ele foi o melhor reitor da história da universidade.
* E quanto ao tempo de jubilamento? Dá para defender um troço desse? Não dá vergonha não?
* Na boa, apesar do posicionamento radicalmente oposto, respeito seu pensamento político. Sou amigo do Milk até hoje, leitor assíduo do blog, apesar da grande distância política que nos separa. Não, não sou um direitista troglodita sem reflexão. Mas continuo achando este um movimento sindical patrulhado por estudantes "sem causa" que pouco sabem para que e como deveria funcionar uma universidade como a USP num país como o Brasil.
Sds democráticas

Juliano disse...

Ótima notícia: ainda há vida muito inteligente na fefelechi:

OESP Cartas 25/05/07

Invasão da Reitoria
Gostaria de manifestar minha indignação com o que ocorre na USP. A invasão da Reitoria é, obviamente, um ato de violência e a desobediência à decisão judicial de reintegração de posse, um desrespeito à lei. Tudo isso parece ser um pretexto de grupos radicais minoritários para obter uma atenção que não merecem, nem pela relevância de suas posições políticas, nem por sua representatividade. Afinal, quem são eles, a quem representam e que mandato possuem para falar em nome da universidade? As reivindicações apresentadas constituem um amontoado desconexo, que envolve interesses corporativos díspares (aumento salarial, contratações de professores, moradia estudantil), bandeiras tão gerais que não há como atendê-las (maiores recursos para a educação) e uma manobra política de oposição ao governo estadual (a revogação de decretos do governo Serra), cuja possível ameaça à autonomia das universidades estaduais paulistas já foi resolvida por meio de negociações entre as Reitorias e o governador. Não há, atrás disso, nenhuma concepção de universidade e nenhum conhecimento dos problemas que ela enfrenta. A leniência com que esses distúrbios vêm sendo tratados constitui um péssimo exemplo para o desenvolvimento da democracia neste país. A minha geração, que viveu sob o regime militar, aprendeu a duras penas que sem Estado de Direito não há democracia. Grupos minoritários não podem impor sua vontade
por meio de ações ilegais. A única coisa positiva de tudo isso é que essa atuação não obteve apoio generalizado na universidade.
EUNICE RIBEIRO DURHAM,
professora emérita da FFLCH e pesquisadora do Núcleo de Políticas Públicas da USP
São Paulo

Luís disse...

Juliano.
Em primeiro lugar gostaria de manifestar minha satisfação com a ocupação da reitoria da USP. Gente corajosa!
Quanto ao suposto paralelismo entre os movimentos, que você coloca como condição para continuação da discussão, ora: não seja criança e pare com chantagens infantis. Os movimentos não são exatamente paralelos, pois tem pautas específicas, com confluências em algumas situações, tais como a necessidade de derrubada dos decretos ignóbeis do Serra. E tem também pautas específicas de cada categoria. Estudantes querem mais assistência estudantil; trabalhadores, melhores condições de trabalho.
Quanto aos vídeos, havia sim alguns com sindicalistas, pois eles também estão em greve. No entanto, sabe-se pelas fotos da assembléia e por reportagens, tal como a publicada pela Folha de São Paulo, que há, sim, centenas de estudantes da USP ocupando a reitoria. Informe-se melhor.
Já o Brito, me desculpe, mas o que ele tem a ver com a nossa discussão?
Por fim, também gosto de viver em um país aparentemente livre. Gosto de poder pensar, me manifestar, entre outras possibilidades interessantes trazidas pela nossa forma de relação entre Estado/indivíduo, indivíduo/indivíduo. Porém, acho que você reflete muito pouco sobre o que tem acontecido e suas frases não conseguem sair da superfície. Cito Nietzsche: Ó Sancta Simplicitas.
Sei que o mundo, os indivíduos, e a relação entre esses indivíduos e o mundo, são muito complexos. Tente ver os dois lados da moeda: de ambos os lados, há um jogo de poder, de interesses, uma luta que não começou hoje, mas desde que o homem é homem... ainda mais quando se organiza em grupos...
Analisemos o caso do documento assinado pelo Tadeu: ele disse que o fez para reabrir as negociações com o governador, oferecendo algo como uma saída honrosa a ele. Pensemos: será que ele fez isso? Talvez sim, talvez não. Talvez você tenha razão, talvez eu. Só ele sabe a resposta. Qualquer afirmação categórica feita por você, como no post anterior, não passa de uma conjectura, sem possibilidades de confirmação. Somente ele poderia tirar a dúvida, mas sabemos que não o fará.
É isso. Que tal tentar ver as coisas de foram complexa? Verás que as minhas posições não são tão categóricas como você pensa. Sei ver os pontos positivos e negativos, inclusive das posições políticas que defendo. Acho que faço isso por não ter nenhum tipo de fé, nem a religiosa, nem a política.... Tentemos fugir da simplicidade...

Luís disse...

Ah, quanto ao teto da Eunice Durham, desculpe-me, mas não irei ler. Já conheço as posições da direita, a mesma que fez aquela manifestação pífia contra a ocupação.
Não irei ler porque o que vale é a nossa argumentação. Eu poderia procurar textos pró-ocupação para postar, mas isso desviaria o foco do debate.

Juliano disse...

Luis, como é você pede para eu ver a situação de forma ampla, em todos seus aspectos/ângulos/complexidades e depois diz
"não irei ler. Já conheço as posições da direita" ?
Não precisa responder, só refletir.
Fim da discussão.

Luís disse...

Bom, já que seus argumentos acabaram, tudo bem. Talvez seja mesmo melhor pra vc terminar com a discussão. Continue com o seu mundo simples. Muitos preferem viver assim...rs

Danilo Albergaria disse...

Luis Fernando pecando única e exclusivamente pela arrogância. Já vi esse filme...

De onde você vem?